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Qual é a diferença entre flutter e fibrilação atrial?

O coração é um dos órgãos mais importantes do corpo e, durante a vida, pode ser acometido por vários tipos de problemas. A fibrilação atrial, que atinge 33 milhões de pessoas pelo mundo ¹ e é um dos principais tipos de arritmia, é um deles, mas não é o único. Você já ouviu falar de flutter atrial? Descubra qual é a diferença entre essas duas patologias abaixo!

O que é a fibrilação atrial?

A fibrilação atrial é caracterizada por alterações na frequência dos batimentos do coração, como explica o cardiologista e eletrofisiologista Dr. Rodrigo Sá. “A fibrilação atrial caracteriza-se por uma ativação desorganizada do tecido atrial e consequente desorganização mecânica. A atividade elétrica nos átrios não segue um único e organizado caminho como no ritmo normal do coração, chamado ritmo sinusal. Na fibrilação atrial, múltiplas e desorganizadas ondas elétricas ativam o coração e geram uma também desorganizada resposta mecânica da cavidade, que perde a capacidade de contrair de forma efetiva”.

Do que se trata o flutter atrial?

O flutter atrial é um tipo de arritmia menos caótica que a fibrilação atrial, mas ainda perigosa. No flutter, os átrios aceleram desproporcionalmente o ritmo de contrações, o que pode trazer problemas para o paciente. “O flutter atrial é uma arritmia mais organizada, um circuito elétrico no átrio em geral anatômico, provocando uma rápida ativação do tecido atrial que eleva sua frequência de contração (frequentemente ao redor de 300 contrações por minuto). No entanto, por uma filtragem natural do sistema elétrico do coração, o número de batimentos que chega aos ventrículos (câmaras cardíacas inferiores), costuma ser menor, apesar de também elevado na maioria dos casos (ordem de 150 batidas por minuto, ou “bpm”). Assim como na fibrilação atrial, há perda da capacidade contrátil da cavidade atrial, e gerando consequências funcionais e clínicas”.

Fibrilação e flutter atrial tem algumas semelhanças 

Ainda que sejam funcionalmente diferentes, flutter e fibrilação atrial compartilham algumas semelhanças. Para começar, afetam as mesmas estruturas cardíacas. “Ambas as arritmias acometem as câmaras cardíacas superiores (átrios) e, por isso, são chamadas arritmias supraventriculares”, afirma o cardiologista. Os fatores de risco, como hipertensão, problemas nas válvulas cardíacas, abuso de álcool, entre outros, também são compartilhados por ambas as patologias ². Outra semelhança é nos riscos: tanto o flutter quanto a fibrilação atrial podem causar a formação de coágulos sanguíneos (que podem se desalojar e causar um AVC, por exemplo) e redução na potência do coração, devido à frequência acelerada dos batimentos ²,³.  


Profissional consultado: Dr. Rodrigo Sá - cardiologista especialista em eletrofisiologia e estimulação cardíaca - CRM/RJ 52-82907-2
  

Referências:

1. Chugh SS, Havmoeller R, Narayanan K, et al. Worldwide epidemiology of atrial fibrillation: a Global Burden of Disease 2010 Study. Circulation 2014;129:837-47.

2. Kirchhof P, Benussi S, Kotecha D, Ahlsson A, Atar D et al. (2016) 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J 37 (38): 2893-2962.

3. Odutayo A, Wong CX, Hsiao AJ, Hopewell S, Altman DG et al. (2016) Atrial fibrillation and risks of cardiovascular disease, renal disease, and death: systematic review and meta-analysis. Bmj 354 i4482.


 ©Johnson & Johnson do Brasil Indústria e Comércio de Produtos para Saúde Ltda, 2021. 
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