Adicione aos Favoritos
Salvar ícone no telefone

Baixe o documento

Prepare-se para a sua primeira visita fazendo uma lista de questões que você gostaria de​ perguntar durante a consulta.*

Estas questões poderão incluir:​

  • O que causa fibrilação atrial?​
  • O que posso fazer para reduzir meus riscos de apresentar mais episódios?​
  • Como a FA afeta a minha saúde geral?​
  • Estou preocupado em sofrer um acidente vascular cerebral; o que posso fazer para reduzir​ meu risco de um acidente vascular cerebral?​
  • Quais opções de tratamento existem para a FA?​
  • Eu precisarei receber o tratamento pelo resto da minha vida?​
  • A respeito da cirurgia, essa é uma opção para mim e qual tipo de cirurgia é?​
  • Eu precisarei realizar verificações de saúde regulares? Com qual frequência?​
atrial fibrillation questions

Fibrilação atrial tem alguma relação com AVC?


Entenda a relação entre Fibrilação Atrial e AVC

O AVC é considerado uma das doenças que mais provocam morte no mundo; em 2016, foram foram mais de 40 mil óbitos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde1. O quadro pode se desenvolver de duas formas: o AVC isquêmico ocorre quando há uma redução ou interrupção do transporte de sangue para o cérebro, enquanto o AVC hemorrágico é caracterizado por um sangramento provocado pelo rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro.

Muitas pessoas se perguntam se a fibrilação atrial aumenta o risco de AVC após receberem o diagnóstico do quadro. De fato, o acidente vascular cerebral pode ser considerado uma complicação desse tipo de arritmia: estudos apontam que 20% a 30% de todos os episódios de derrame cerebral ocorrem em pessoas com fibrilação atrial.2,3 Por isso, é preciso manter-se atento para monitorar qualquer possível alteração na saúde do coração o mais cedo possível.

Como a fibrilação atrial pode aumentar o risco de AVC?

Segundo o cardiologista Marcel Coloma, a fibrilação atrial pode ser considerada o principal fator de risco para o AVC isquêmico, quando há o entupimento de uma artéria do cérebro. "Com a arritmia, um coágulo pode se formar dentro do coração e, em uma das contrações do órgão, é possível que ele seja levado para a corrente sanguínea. Se ele se alojar na artéria cerebral, ela ficará obstruída, o que pode provocar o AVC", explica.

Além do risco 133%​ maior de sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico, pacientes com fibrilação atrial apresentam um aumento de 142% do risco de qualquer acidente vascular cerebral em comparação aos indivíduos sem a arritmia4. Eles também podem ter uma experiência mais grave e debilitante com o AVC, com comprometimento neurológico e​ incapacidade funcional maior4,5. "Por mais que o AVC isquêmico não seja o mais grave em relação à mortalidade, ele é o mais frequente", afirma Dr. Marcel. Segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cardiovasculares (SBDCV), esse tipo equivale a 85% dos casos de AVC6.

Somados ao diagnóstico da fibrilação atrial, outros fatores de risco podem aumentar as chances de um indivíduo sofrer um AVC. A pontuação CHA2DS2-VASc é um dos métodos mais utilizados para avaliar as probabilidades2,7,8. A sigla se refere aos quadros de insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão, idade avançada, diabetes, acidente vascular cerebral prévio, doença arterial periférica, infarto do miocárdio prévio, ateroma aórtico e ao sexo feminino. Quanto mais pontos um paciente marcar, maior o perigo de sofrer um derrame cerebral. Você também pode fazer nosso teste para saber sua pontuação de risco para um acidente vascular cerebral.

Como identificar e prevenir um AVC?

Identificar os sintomas do AVC é fundamental para buscar ajuda o mais rápido possível, antes que a situação se agrave. "Os sintomas de AVC são quadros súbitos e agudos de fraqueza e paralisia de um dos lados do corpo, esquerdo ou direito, que pode acometer só o braço, só a perna, ou braço, perna e face, dependendo da região do cérebro acometida. O derrame também pode provocar dificuldades na fala e na visão, em alguns casos", afirma o Dr. Marcel Coloma. Uma forma simples de memorizar é seguir a sigla FAST, que pode ser traduzida do inglês como Rosto, Braço, Fala, Tempo (Face, Arm, Speech, Time). Se perceber qualquer um desses sinais, busque atendimento imediatamente.

Nem sempre o AVC pode ser evitado, mas alguns hábitos ajudam a reduzir suas chances. Segundo o médico, o cuidado mais importante é realizar consultas com um cardiologista periodicamente, mesmo sem sentir nenhum incômodo. Em muitos casos, a fibrilação atrial é assintomática, então quanto antes for detectada, maiores as chances de você conseguir tratá-la antes que sofra alguma complicação.
"Também é importante ficar atento à pressão alta, à diabetes e ao colesterol alto, que são fatores de risco para os dois tipos de AVC", afirma. Manter uma rotina de hábitos saudáveis, sem tabagismo ou consumo de álcool e cafeína em excesso, também é fundamental para preservar o bom funcionamento do coração.
Se você receber um diagnóstico de fibrilação atrial, o próximo passo é buscar a melhor forma de tratamento para o seu caso, como uso de medicamentos ou realização de uma ablação por cateter. Para saber mais sobre o procedimento, confira nosso guia completo sobre o assunto.

Profissional consultado: Dr. Marcel Coloma - Cardiologista - CRM/RJ 52-78085-5

Referências

* EMEA First consultation leaflet
1. "Brasil e mais onze países assinam documento para prevenção e enfrentamento do AVC". Ministério da Saúde. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/ministerio-da-saude-e-signatario-da-carta-de-gramado-para-prevencao-e-enfrentamento-do-avcministerio-da-saude-e-signatario-da-carta-de-gramado-para-prevencao-e-enfrentamento-do-avc>.
2. Kirchhof P, Benussi S, Kotecha D, Ahlsson A, Atar D et al. (2016) 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J 37 (38): 2893-2962.
3. Zoni-Berisso M, Lercari F, Carazza T, Domenicucci S (2014) Epidemiology of atrial fibrillation: European perspective. Clin Epidemiol 6 213-220.
4. Hannon N, Sheehan O, Kelly L, Marnane M, Merwick A et al. (2010) Stroke associated with atrial fibrillation--incidence and early outcomes in the north Dublin population stroke study. Cerebrovasc Dis 29 (1): 43-49.
5. Andrew NE, Thrift AG, Cadilhac DA (2013) The prevalence, impact and economic implications of atrial fibrillation in stroke: what progress has been made? Neuroepidemiology 40 (4): 227-239.
6. "Acidente Vascular Cerebral". Sociedade Brasileira de Doenças Cardiovasculares. Disponível em: <http://www.sbdcv.org.br/publica_avc.asp>.
7. Bassand JP, Accetta G, Al Mahmeed W, Corbalan R, Eikelboom J et al. (2018) Risk factors for death, stroke, and bleeding in 28,628 patients from the GARFIELD-AF registry: Rationale for comprehensive management of atrial fibrillation. PLoS One 13 (1): e0191592.
8. Lip GY, Nieuwlaat R, Pisters R, Lane DA, Crijns HJ. (2010) Refining clinical risk stratification for predicting stroke and thromboembolism in atrial fibrillation using a novel risk factor-based approach: the euro heart survey on atrial fibrillation Chest. ;137(2):263-72. doi: 10.1378/chest.09-1584. Epub 2009 Sep 17. 

164786-210118 ©Johnson & Johnson do Brasil Indústria e Comércio de Produtos para Saúde Ltda, 2021.
As informações deste material destinam-se unicamente como auxílio geral educativo. Sempre busque a orientação de um profissional de saúde qualificado.
Johnson & Johnson Medical Brasil, uma divisão Johnson & Johnson do Brasil Indústria e Comércio de Produtos de Saúde Ltda. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 Complexo JK - Bloco B, São Paulo/SP, CEP 04543-011 Responsável técnico: Daniela Godoy Pantalena - CRF-SP nº 53.496