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Fibrilação atrial silenciosa: como lidar com um quadro assintomático?

A fibrilação atrial (FA) é uma condição que afeta os átrios cardíacos que estão situados na parte superior do coração. Esse quadro é o tipo mais comum de arritmia, afetando mais de 2,5 milhões de pessoas só na América Latina ¹. A fibrilação é um problema que se torna sério por aumentar as chances de episódios graves, como AVC e insuficiência cardíaca ². Ainda que em muitos casos a FA cause algum sintoma, como palpitações, fadiga, falta de ar, tontura, entre outros, 15 a 30% dos pacientes podem ter uma progressão assintomática, a chamada “fibrilação atrial silenciosa” ³,⁴. O que fazer nesse caso?

Como é feito o diagnóstico quando não há sintomas?

Alguns casos de fibrilação atrial são diagnosticados por meio do histórico do paciente e do exame clínico. A consulta com o médico permite avaliar se a situação da doença é permanente ou paroxística, ou seja, ocasional. A maioria dos casos crônicos são caracterizados por diversos episódios esporádicos e pela presença de anormalidades do músculo ou das válvulas cardíacas, as chamadas cardiopatias estruturais ⁵. 

O diagnóstico da fibrilação atrial silenciosa é um desafio, mas consultas regulares com um cardiologista são importantes para detectar os sinais, por mais sutis que sejam. “Grande parte das fibrilações atriais são silenciosas, e esforços conjuntos das diversas sociedades médicas tentam aumentar a capacidade de diagnóstico desta arritmia na população geral”, afirma o cardiologista e eletrofisiologista Dr. Rodrigo Sá. “Quadros assintomáticos, não eximem os pacientes de riscos e, como marcador cardiovascular, a investigação de fatores deflagradores e perpetuadores da arritmia são importantes, bem como a avaliação por um especialista para a individualização do tratamento”. 

É possível identificar uma FA a partir de exames como eletrocardiograma de repouso e transtorácico, por exemplo. Em casos específicos, é necessário um diagnóstico complementar com o paciente fazendo essa investigação via exames complementares, como eletrocardiograma de alta resolução e ecocardiograma transesofágico ⁵.

De qual forma é realizado o tratamento da fibrilação atrial?

“Lidar com um caso assintomático pode ser tão simples como corrigir fatores deflagradores e não mais ter a arritmia, como também necessitar de tratamentos mais complexos pelo risco potencial de deterioração futura, consequentes de sintomas em fases onde o tratamento pode ser mais difícil”, diz o médico. Para tratar o problema, sendo ele assintomático ou não, podem ser usadas medicações, como betabloqueadores ou anticoagulantes (que reduzem o risco de formação de coágulos e, por consequência, problemas como AVC), ou procedimentos mais complexos como a ablação por catéter, que em situações específicas pode reduzir a reincidência do problema quando comparado ao tratamento apenas medicamentoso ⁶.


Profissional consultado: Dr. Rodrigo Sá - cardiologista especialista em eletrofisiologia e estimulação cardíaca - CRM/RJ 52-82907-2
  

Referências: 

1. Global Burden of Disease Collaborative Network (2016) Global Burden of Disease Study 2016 (GBD 2016) Results. Seattle, United States: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), 2017. Accessed 2018-04-20.
2.  Waktare JEP (2002) Atrial Fibrillation. Circulation ; 106:14–16.
3. Rienstra M, Lubitz SA, Mahida S, Magnani JW, Fontes JD et al. (2012) Symptoms and functional status of patients with atrial fibrillation: state of the art and future research opportunities.
4. Boriani G, Laroche C, Diemberger I, Fantecchi E, Popescu MI et al. (2015) Asymptomatic atrial fibrillation: clinical correlates, management, and outcomes in the EORP-AF Pilot General Registry. Am J Med 128 (5): 509-518 e502.
5. LORGA FILHO, Adalberto et al . Diretriz de fibrilação atrial. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo,  v. 81, supl. 6, p. 7, Nov.  2003.
6. Kuck, K. H. L., D. Mikhaylov, E. Romanov, A. Geller, L. Kalejs, O. Neumann, T. Davtyan, K. On, Y. K. Popov, S. Ouyang, F. Catheter ablation can delay progression from paroxysmal to persistent atrial fibrillation in The European Society of Cardiology Congress (Paris, France, 2019).

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