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Quais os 4 principais fatos sobre a Fibrilação Atrial que todo mundo precisa saber?

Ser diagnosticado com fibrilação atrial (FA) pode assustar a pessoa pela falta de conhecimento sobre a doença. Esse problema de saúde é caracterizado por um distúrbio do ritmo cardíaco, onde os átrios (câmaras superiores do coração) se contraem de modo irregular, reduzindo o desempenho e eficiência do órgão ¹. Essa condição pode fazer com que o indivíduo se sinta fraco, cansado, com sensação de desconforto no coração e batimento cardíaco acelerado ². A fibrilação atrial pode afetar pessoas de qualquer idade, mas costuma ser mais comum nos mais velhos e pessoas com predisposição genética. 

Confira abaixo 4 fatos sobre a fibrilação atrial que todo mundo precisa saber, classificados com o auxílio do cardiologista e especialista em eletrofisiologia Bruno Papelbaum.

1. A fibrilação atrial é um fator de risco para um AVC 

A fibrilação atrial é um fator de risco importante para um AVC, com estudos apontando que entre 20 a 30% dos episódios de derrame cerebral ocorrem em pacientes com fibrilação atrial³,⁴. Isso ocorre porque a arritmia facilita a formação de coágulos dentro do coração, que podem ser bombeados para outros órgãos, incluindo o cérebro. No entanto, com o tratamento adequado o risco dessa complicação diminui de forma considerável. “O uso de medicamentos que impeçam a formação de coágulos é pedra angular no tratamento da FA”, explica o médico. Vale destacar que a ablação por catéter vem se tornando uma estratégia terapêutica útil e cada vez mais reconhecida no tratamento da condição, com índices superiores de recuperação quando comparados ao tratamento unicamente medicamentoso ⁵. 

2. Existem diversos tratamentos eficazes para a fibrilação atrial

A fibrilação atrial tem diversos tipos de tratamento, incluindo medicação e procedimentos médicos. Os tipos de tratamentos disponíveis são: medicamentos antiarrítmicos, medicamentos anticoagulantes, cardioversão e ablação por cateter. Segundo Dr. Papelbaum, a ablação por cateter é uma espécie cateterismo da parte elétrica do coração que pode chegar a resultados de 88%. No entanto, é possível que você precise realizar outra ablação em alguns anos. “Você pode, sim, precisar fazer mais de uma ablação por cateter pois há uma chance de recorrência de 15-20%”, completa o profissional.

3. Mudança de rotina pode ajudar pessoas com fibrilação atrial

Manter uma boa alimentação, fazer exercícios físicos regulares e reduzir o consumo de álcool são essenciais para evitar o agravamento da condição. Portanto, muitas vezes a mudança de rotina pode ser um fator importante para o bem-estar da pessoa diagnosticada⁶.

4. A avaliação de um especialista para um tratamento adequado é essencial

Para o melhor tratamento e resultados é necessário que o acompanhamento seja seguido conforme a orientação médica. A avaliação de um especialista é essencial, portanto, nunca deixe de acompanhar a saúde do coração com um cardiologista e, caso seja necessário, um eletrofisiologista. Mesmo que não tenha sido diagnosticado com fibrilação atrial, os checkups de saúde são muito importantes. “O principal objetivo no tratamento da FA e das arritmias cardíacas é a qualidade de vida”, finaliza Dr. Papelbaum.

Médico consultado: Dr. Bruno Papelbaum - cardiologista, especialista em eletrofisiologia clínica e invasiva e arritmologia - CRM: 122.467/SP
  

Referências:

1 - Odutayo A, Wong CX, Hsiao AJ, Hopewell S, Altman DG et al. (2016) Atrial fibrillation and risks of cardiovascular disease, renal disease, and death: systematic review and meta-analysis. Bmj 354 i4482.
2-.Lip GY, Fauchier L, Freedman SB et al. (2016) Atrial Fibrillation Nat Rev Dis Primers. Mar 31;2:16016.
3 - Kirchhof P, Benussi S, Kotecha D, Ahlsson A, Atar D et al. (2016) 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J 37 (38): 2893-2962.
4 - Zoni-Berisso M, Lercari F, Carazza T, Domenicucci S (2014) Epidemiology of atrial fibrillation: European perspective. Clin Epidemiol 6 213-220.
5- Kuck, K. H. L., D. Mikhaylov, E. Romanov, A. Geller, L. Kalejs, O. Neumann, T. Davtyan, K. On, Y. K. Popov, S. Ouyang, F. Catheter ablation can
delay progression from paroxysmal to persistent atrial fibrillation in The European Society of Cardiology Congress (Paris, France, 2019).
6 - Menezes AR, et al. (2015) Lifestyle Modification in the Prevention and Treatment of Atrial Fibrillation Prog Cardiovasc Dis ;58(2):117–25.