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Perigos da Fibrilação Atrial: por que é importante diagnosticar e tratar o quanto antes?

A fibrilação atrial (FA) é um tipo de arritmia muito comum e pode gerar uma série de complicações de risco à vida, como ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) Por isso, seu diagnóstico precoce é imprescindível para iniciar o tratamento adequado no momento certo, evitando que a doença progrida de um nível assintomático ou leve para um estágio persistente, não só mais perigoso, mas também mais difícil de tratar. 

Por que um diagnóstico precoce é tão importante no caso da FA?

Descobrir a fibrilação atrial cedo é fundamental não somente para controlar os sintomas, mas também para prevenir mudanças estruturais no coração, que podem desencadear complicações posteriores. A detecção precoce da doença leva ao tratamento em uma fase inicial, no qual é possível frear a progressão da FA e o desenvolvimento de eventos cardiovasculares possivelmente fatais. Vale destacar que entre 15 e 30% dos pacientes de FA são assintomáticos, reforçando a importância de check-ups regulares com seu cardiologista.¹,²
     
Perigos atrelados à fibrilação atrial

A FA, caso não seja tratada e acompanhada, pode gerar uma série de complicações ao coração e à circulação sanguínea. Segundo o cardiologista e eletrofisiologista Rodrigo Sá, a fibrilação atrial, “além de ser uma doença com diversas implicações, é um marcador de risco cardiovascular. Isto é, pessoas com fibrilação atrial têm mais risco cardiológico do que a população geral.” Ademais, estudos apontam que pacientes com FA têm risco 46% maior de mortalidade do que pacientes sem a doença. ³

A deformação da estrutura cardíaca é o estopim de um dos problemas mais complicados, a trombose. “A perda da capacidade contrátil do átrio leva à estase (ou seja, estagnação) sanguínea dentro da cavidade. Esta estase pode propiciar a formação de trombos que podem ser ejetados para diferentes partes do organismo, em especial a circulação cerebral, gerando assim AVCs isquêmicos”, explica dr. Rodrigo. O pulmão também pode ser afetado, manifestando tromboembolia pulmonar.

Além disso, quadros persistentes de fibrilação atrial podem impactar fortemente a qualidade de vida, gerando disfunções cognitivas que reduzem a mobilidade do paciente e dificultam até mesmo tarefas simples de cuidado pessoal e as atividades regulares do dia a dia. Consequentemente, ansiedade e depressão também ficam à espreita. ⁴

Condições cardíacas desenvolvidas junto com a FA

Até 80% dos pacientes diagnosticados com fibrilação atrial apresentam outras patologias no coração. ⁵ Entre as mais comuns, está a insuficiência cardíaca. “A frequência cardíaca frequentemente elevada, imposta pela arritmia, pode culminar na piora de quadros prévios de insuficiência cardíaca ou até mesmo gerar esta insuficiência”, conta dr. Rodrigo. É preciso manter contato regular com seu médico: pacientes com FA apresentam um aumento de cinco vezes na insuficiência cardíaca. ⁶

A contração cardíaca descoordenada, típica da FA, também causa coágulos no coração, que pode acabar bombeando-os para artérias, que são bloqueadas. Isso pode ocasionar tanto um ataque cardíaco (infarto) quanto um AVC e, possivelmente, morte. Logo, uma terapia com medicamentos anticoagulantes pode ser necessária, caso seja indicado por um cardiologista.⁷


Profissional consultado: Dr. Rodrigo Sá - cardiologista especialista em eletrofisiologia e estimulação cardíaca - CRM 52-82907-2
  

Referências:

1.    Rienstra M, Lubitz SA, Mahida S, Magnani JW, Fontes JD et al. (2012) Symptoms and functional status of patients with atrial fibrillation: state of the art and future research opportunities.
2.    Boriani G, Laroche C, Diemberger I, Fantecchi E, Popescu MI et al. (2015) Asymptomatic atrial fibrillation: clinical correlates, management, and outcomes in the EORP-AF Pilot General Registry. Am J Med 128 (5): 509-518 e502.
3.    Odutayo A, Wong CX, Hsiao AJ, Hopewell S, Altman DG et al. (2016) Atrial fibrillation and risks of cardiovascular disease, renal disease, and death: systematic review and meta-analysis. Bmj 354 i4482; Boriani G, Proietti M (2017) Atrial fibrillation prevention: an appraisal of current evidence. Heart (0):1–6. 9. Zoni-Berisso M, Lercari F, Carazza T, Domenicucci S (2014) Epidemiology of atrial fibrillation: European perspective. Clin Epidemiol 6 213-220.
4.    Dudink E, Erkuner O, Berg J, Nieuwlaat R, de Vos CB et al. (2017) The influence of progression of atrial fibrillation on quality of life: a report from the Euro Heart Survey. Europace.
5.    Zoni-Berisso M, Lercari F, Carazza T, Domenicucci S (2014) Epidemiology of atrial fibrillation: European perspective. Clin Epidemiol 6 213-220.
6.    Odutayo A, Wong CX, Hsiao AJ, Hopewell S, Altman DG et al. (2016) Atrial fibrillation and risks of cardiovascular disease, renal disease, and death: systematic review and meta-analysis. Bmj 354 i4482.
7.    Kirchhof P, Benussi S, Kotecha D, Ahlsson A, Atar D et al. (2016) 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J 37 (38): 2893-2962.

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