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O que é preciso mudar na rotina de quem tem fibrilação atrial?

O diagnóstico da fibrilação atrial (FA) pode ser um bom motivo para mudanças na rotina de um indivíduo. Apesar do problema de saúde ser mais comum em pessoas mais velhas ou com alguma disfunção cardíaca, existem fatores de risco relacionados ao estilo de vida que também podem prejudicar até mesmo pessoas mais jovens, ou sem predisposição genética. Por isso, uma renovação nos hábitos ao receber o diagnóstico pode ser bem-vinda. ¹

De acordo com o cardiologista Bruno Papelbaum, a mudança na rotina de quem tem fibrilação atrial, dentre outros fatores, deve incluir “adoção de hábitos saudáveis, redução e controle do peso, evitar álcool em excesso, fazer atividades físicas regulares mas não cansativas em excesso e, principalmente, tratar a apnéia do sono, aqueles roncos profundos que chegam a levar à queda da oxigenação”.

Confira abaixo tudo que você precisa saber sobre essas mudanças de hábito.

As visitas ao médico devem ser mais recorrentes?

As visitas regulares a um cardiologista são essenciais para monitorar a saúde do coração de qualquer pessoa. Para aqueles com fibrilação atrial, elas podem ser ainda mais importantes. O tratamento e acompanhamento médico visam o controle do ritmo normal do coração (conhecido como ritmo sinular), controle da frequência ventricular e prevenção de eventos tromboembólicos (saída de coágulos de sangue do coração para outros órgãos). Em alguns casos, o tratamento medicamentoso pode ser suficiente, mas estudos mostram que a ablação por catéter pode ser mais efetiva em reduzir as chances de recorrência da fibrilação atrial e, até mesmo, o desenvolvimento de outras complicações. ²

A prática de exercícios físicos é recomendada?

Como dito acima pelo cardiologista Bruno Papelbaum, a prática de exercícios físicos deve fazer parte da rotina, mas nunca em excesso e de forma cansativa. As atividades físicas regulares auxiliam e evitam problemas como depressão, ansiedade e obesidade que são condições que podem causar ou agravar a apneia do sono, fator que compromete a saúde do paciente com fibrilação atrial.

Esportes de impacto, como lutas e escaladas, podem ser não recomendados para quem está em tratamento com anticoagulante. Independente do exercício, o mais importante é não se arriscar, extrapolar os limites ou começar as atividades sem antes passar por uma avaliação médica. Geralmente, os exercícios aeróbicos e de fortalecimento de músculos são os mais apropriados para pessoas nessa condição, porém deve-se, sempre, seguir as recomendações médicas personalizadas para definir frequência e intensidade das atividades físicas. 

O que mudar e evitar na alimentação?

Uma alimentação equilibrada ajuda a afastar circunstâncias associadas à FA, como a pressão alta, diabetes e o excesso de peso ³. A cafeína, presente em café, chás, refrigerantes e chocolates, não é recomendada para quem sofre com arritmias, sendo necessário o paciente consultar o cardiologista para saber se há necessidade de interromper o consumo ⁴. O consumo excessivo de gorduras pode gerar placas na parede dos vasos sanguíneos, comprometendo a saúde cardiovascular. Além disso, o excesso de bebidas alcoólicas e o tabagismo são muito prejudiciais no geral, mas se tornam ainda mais perigosos para pessoas com o diagnóstico de fibrilação atrial ⁴. 

Médico consultado: Dr. Bruno Papelbaum - cardiologista, especialista em eletrofisiologia clínica e invasiva e arritmologia - CRM: 122.467/SP
  

Referências:

1. Menezes AR, et al. (2015) Lifestyle Modification in the Prevention and Treatment of Atrial Fibrillation Prog Cardiovasc Dis ;58(2):117–25.

2. Kuck, K. H. L., D. Mikhaylov, E. Romanov, A. Geller, L. Kalejs, O. Neumann, T. Davtyan, K. On, Y. K. Popov, S. Ouyang, F. Catheter ablation can
delay progression from paroxysmal to persistent atrial fibrillation in The European Society of Cardiology Congress (Paris, France, 2019).

3. Naser N, Dilic M, Durak A, Kulic M, Pepic E et al. (2017) The Impact of Risk Factors and Comorbidities on The Incidence of Atrial Fibrillation. Mater Sociomed 29 (4): 231-236.

4. Kirchhof P, Benussi S, Kotecha D, Ahlsson A, Atar D et al. (2016) 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J 37 (38): 2893-2962.


 ©Johnson & Johnson do Brasil Indústria e Comércio de Produtos para Saúde Ltda, 2021. 
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