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Quando indicar ablação por cateter para tratamento da Fibrilação Atrial

Cada opção de tratamento para fibrilação atrial oferece certas vantagens para o paciente em relação a outros protocolos. A ablação por cateter é um procedimento não-cirúrgico muito indicado em determinados casos de arritmia por sua eficácia na manutenção do ritmo sinusal e para o controle dos sintomas de FA, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.

O objetivo da ablação é criar pequenas lesões no tecido do coração para bloquear a formação e a transmissão de sinais elétricos anormais1,2,3 por meio do uso de radiofrequência ou energia criotérmica.1 Com isso, o procedimento consegue restaurar o ritmo normal dos batimentos e evitar o surgimento de novas arritmias. Abaixo, reunimos algumas dicas sobre os casos em que a ablação é mais recomendada.

Os benefícios da ablação por cateter 

Como forma de tratamento para a fibrilação atrial, o principal benefício da ablação por cateter é a significativa melhora na qualidade de vida do paciente. "O procedimento proporciona um controle mais duradouro dos episódios de arritmia, além de poupar os pacientes de possíveis  efeitos colaterais dos medicamentos a longo prazo", afirma o cardiologista e eletrofisiologista Rodrigo Sá. "Mesmo quando não é totalmente curativa, a expectativa é de que ela pelo menos ofereça uma redução dos episódios sintomáticos e prolongados."

De uma forma geral, a ablação também oferece uma uma baixa taxa de complicações para o paciente, além de ser fundamental para reduzir o risco de consequências relacionadas ao diagnóstico de fibrilação atrial, como acidente vascular cerebral (AVC). Se comparada ao uso de drogas antiarrítmicas, ela também ajuda a reduzir eventuais despesas com visitas não planejadas ao médico e tratamentos adicionais com medicamentos.

Quando indicar a ablação por cateter

A recomendação da ablação por cateter depende de alguns fatores, como o tipo de fibrilação atrial, a gravidade dos sintomas, a idade e fragilidade do paciente, o risco de complicações, a compatibilidade do quadro e do organismo com formas alternativas de tratamento e as preferências do paciente. Por isso, é fundamental que cada avaliação seja individualizada.

"A ablação por cateter costuma ser mais indicada nas formas sintomáticas da fibrilação atrial, isto é, casos em que a arritmia provoca sintomas perceptíveis ou piora de outras condições clínicas subjacentes", afirma Dr. Rodrigo. Além disso, o procedimento também pode ser especialmente benéfico para pacientes com fibrilação atrial paroxística (intermitente), persistente e persistente de longa duração (refratária), ou nos casos em que exista uma tolerância às drogas antiarrítmicas (AADs).4

Apesar de sua eficácia e segurança, a ablação por catéter não é indicada para todos os casos de fibrilação atrial. "Dificuldades de acesso ao coração, como por obstruções mecânicas das veias ou presença de coágulos nas câmaras cardíacas, podem inviabilizar o procedimento", explica Dr. Rodrigo. Nesses casos, é preciso explicar ao paciente as demais opções de tratamento que possam ser mais compatíveis com o quadro observado.


Fonte consultada: Dr. Rodrigo Sá - cardiologista e eletrofisiologista - CRM/RJ 52-82907-2
  

Referências: 
1. Calkins H, Hindricks G, Cappato R, Kim YH, Saad EB et al. (2017) 2017 HRS/EHRA/ECAS/APHRS/SOLAECE expert consensus statement on catheter and surgical ablation of atrial fibrillation. Heart Rhythm 14 (10): e275-e444.
2. Kirchhof P, Benussi S, Kotecha D, Ahlsson A, Atar D et al. (2016) 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J 37 (38): 2893-2962.
3. January CT, Wann LS, Alpert JS et al (2014) 2014 AHA/ACC/HRS guideline for the management of patients with atrial fibrillation: executive summary: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on practice guidelines and the Heart Rhythm Society. Circulation. 2;130(23):2071-104.
4. Bond R, Brian Olshansky B, Kirchhof P (2017) Recent advances in rhythm control for atrial fibrillation F1000Research 2017, 6(F1000 Faculty Rev):1796.

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