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O que é um eletrofisiologista e como ele pode ajudar o tratamento de Fibrilação Atrial 

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia bastante comum e que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo responsável por em torno de um terço das hospitalizações por problemas do ritmo cardíaco.¹ Em alguns casos, o tratamento clínico de um cardiologista pode não ser o suficiente para diagnosticar esse distúrbio, e é aí que entra o eletrofisiologista, um profissional qualificado para diagnosticar diversos tipos de arritmias atriais. Para um melhor entendimento sobre essa área de atuação e sua capacidade de ajudar no tratamento da fibrilação atrial, reunimos algumas informações importantes. Confira!

O que é um eletrofisiologista?

A eletrofisiologia é uma área da cardiologia focada no sistema elétrico do coração, fundamental na regulação dos batimentos. Um dos principais instrumentos de diagnóstico de arritmias é o estudo eletrofisiológico, que consiste em exame realizado com a introdução de cateteres por via arterial e venosa, que visa avaliar o desempenho elétrico do coração e identificar problemas de arritmias cardíacas. O responsável pela realização do exame é o eletrofisiologista, que deve ser um profissional qualificado com autorização do departamento de arritmias e eletrofisiologia clínica da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia).² O cardiologista, Dr. Marcel Coloma, explica o que é um eletrofisiologista: “O eletrofisiologista também é um cardiologista. Por exemplo, o cardiologista pode optar por apenas prestar tratamento clínico ou pode fazer alguma subespecialidade. Dentre elas, está a eletrofisiologia”.

O eletrofisiologista é capacitado para tratar casos graves de FA

A fibrilação atrial é uma condição caracterizada pelo ritmo atrial acelerado e irregular do coração. O paciente pode manifestar sintomas dessa enfermidade ao sentir palpitação cardíaca, dispneia, síncope, mal-estar e intolerância ao esforço, mas também é preciso levar em consideração que a doença pode ser assintomática, ou seja, sem sintomas, o que ocorre em 15 a 30% dos casos ³,⁴.

No tratamento da fibrilação atrial com medicamentos, são usados fármacos específicos para o controle do ritmo cardíaco e medicamentos anticoagulantes. Procedimentos mais invasivos, como choque elétrico cardíaco - para melhor regulagem dos batimentos do coração - e ablação cirúrgica ou por cateter, são feitos para tratar casos mais graves de arritmia.⁵ O Dr. Marcel explica que em casos mais severos dessa arritmia o tratamento precisa ser feito junto a um eletrofisiologista: “O problema de fibrilação atrial pode ser tratado de forma clínica, somente com remédio - e aí é o cardiologista clínico que trata, como até o próprio eletrofisiologista também pode realizar esse tipo tratamento - ou em alguns casos mais graves, a fibrilação atrial precisa ser tratada por meio de um procedimento chamado ablação. Trata-se de um procedimento no qual é localizada a região do coração onde há um defeito elétrico e, por radiofrequência, essa área é destruída. O procedimento de ablação é feito exclusivamente pelos eletrofisiologistas”.

Como é feito o diagnóstico da fibrilação atrial?

Uma fibrilação atrial pode ser encontrada a partir de exames como eletrocardiograma de repouso e transtorácico, como também, em alguns casos, por meio de radiografia do tórax. Há determinadas ocorrências em que se torna obrigatório um diagnóstico complementar a partir da realização de um eletrocardiograma de alta resolução e ecocardiograma transesofágico. O eletrofisiologista possui a capacidade de fazer o diagnóstico correto com base no processo de análise desses exames.⁶


Profissional consultado: Dr. Marcel Coloma - cardiologista - CRM/RJ 52-82907-2
  

Referências: 
1. Lévy S, Maarek M, Counmel P, et al. Characterization of differents subsets of atrial fibrillation in general practice in France. The Alpha Study. Circulation 1999; 99: 3028-35.
2. Vanheusden LMS, Santoro DC. Estudo eletrofisiológico e ablação por cateter: o que a Enfermagem precisa saber. Esc. Anna Nery,  Rio de Janeiro, v. 11, n. 1, p. 133-137, Mar. 2007.
3. Rienstra M, Lubitz SA, Mahida S, Magnani JW, Fontes JD et al. (2012) Symptoms and functional status of patients with atrial fibrillation: state of the art and future research opportunities.
4. Boriani G, Laroche C, Diemberger I, Fantecchi E, Popescu MI et al. (2015) Asymptomatic atrial fibrillation: clinical correlates, management, and outcomes in the EORP-AF Pilot General Registry. Am J Med 128 (5): 509-518 e502.
5. Kirchhof P, Benussi S, Kotecha D, Ahlsson A, Atar D et al. (2016) 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J 37 (38): 2893-2962.
6. Lorga Filho A, et al . Diretriz de fibrilação atrial. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo,  v. 81, supl. 6, p. 7, Nov.  2003.

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