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Quais são os impactos causados no sistema de saúde pela demora
na indicação da ablação em casos de fibrilação atrial?

Mais de 33 milhões de pessoas sofrem de fibrilação atrial (FA) ¹. Em diversos casos, esta doença, um tipo comum de arritmia, é ignorada ou tratada de maneira pouco eficiente, abrindo espaço para a ocorrência de problemas mais graves e até fatais, como insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). 

Considerando o volume de pacientes diagnosticados com FA e as condições atreladas, o impacto humano e financeiro no sistema de saúde, portanto, não é pequeno. “A fibrilação atrial consome enormes recursos em saúde anualmente, quer por taxas de internações por sintomas, quer por complicações da doença não controlada”, afirma o cardiologista e eletrofisiologista Rodrigo Sá. 

Todavia, estes números poderiam cair bastante caso a doença fosse tratada de maneira mais incisiva. “Terapias que objetivam a redução do número de internações e idas à emergência podem impactar positivamente nestas estatísticas [de consumo de recursos]”, completa Dr. Rodrigo. Dentre os tratamentos indicados para conter a FA, a ablação por cateter desponta como um método eficiente. 

Como a ablação por cateter pode aliviar o sistema de saúde?

Muitas vezes, a fibrilação atrial age silenciosa ou intermitentemente, dando aos pacientes a sensação de que o tratamento através de drogas antiarrítmicas é suficiente para cessar os episódios. Contudo, estudos apontam que indivíduos tratados com ablação por cateter, em comparação com aqueles tratados apenas com medicamentos, têm dez vezes menos chances de desenvolver um quadro de FA persistente ², índice que ressalta os benefícios tanto para os pacientes quanto para a gestão de recursos de saúde.

Contudo, por ser uma técnica invasiva, apesar de não-cirúrgica, um bom número de pacientes não se sentem seguros para seguir por este caminho. “A demora na indicação da ablação muitas vezes transforma pacientes mais favoráveis ao sucesso em pacientes não respondedores, impactando no sistema de saúde e na qualidade de vida do paciente”, explica Dr. Rodrigo. A falta de comunicação cardiologista-paciente, assegurando a segurança do processo, e a exposição clara dos benefícios da ablação por cateter podem ser alguns dos motivos da subutilização deste método.

Desmitificando o procedimento, um estudo publicado em 2020 demonstrou que, 15 meses após a ablação por cateter, 81% dos pacientes se viram completamente livres dos sintomas de fibrilação atrial, flutter ou taquicardia ³. Além disso, naturalmente, cai também a probabilidade de desenvolver complicações mais severas, como o AVC. 

Graças a este sucesso, o potencial alívio no sistema de saúde pela adoção da ablação por cateter como tratamento principal contra a FA é enorme. Quinze meses após o procedimento, os pacientes acompanhados tiveram 84% menos internações por problemas cardiovasculares e 75% diminuíram o consumo de remédios antiarrítmicos. Consequentemente, o gasto de recursos hospitalares e farmacêuticos é reduzido consideravelmente.  

Fonte consultada: Dr. Rodrigo Sá - cardiologista e eletrofisiologista - CRM/RJ 52-82907-2

Referências:

1.    Chugh SS, Havmoeller R, Narayanan K, et al. Worldwide epidemiology of atrial fibrillation: a Global Burden of Disease 2010 Study. Circulation 2014;129:837-47.
2.    Kuck, K. H. L., D. Mikhaylov, E. Romanov, A. Geller, L. Kalejs, O. Neumann, T. Davtyan, K. On, Y. K. Popov, S. Ouyang, F. Catheter ablation can delay progression from paroxysmal to persistent atrial fibrillation in The European Society of Cardiology Congress (Paris, France, 2019).
3.    Natale A, Calkins H, Osorio J, et al. (2020). Positive Clinical Benefit on Patient Care, Quality of Life and Symptoms After Radiofrequency Ablation with Contact Force in Persistent Atrial Fibrillation: Analyses from PRECEPT. Poster presentation at the European Society of Cardiology Scientific Session, August 29 - September 2, 2020.


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As informações deste material destinam-se unicamente como auxílio geral educativo. Sempre busque a orientação de um profissional de saúde qualificado.