O que é Fibrilação Atrial​

A fibrilação atrial (FA) é a forma mais comum de arritmia cardíaca. A FA afeta mais de 2,5 milhões de pessoas em toda a América Latina, com um aumento previsto na prevalência de até 27% em 2030.1

Este aumento nos casos de FA pode ser atribuído tanto ao envelhecimento da nossa população quanto ao aumento nos fatores de risco para o desenvolvimento de FA, notavelmente de hipertensão e diabetes.3

Esta arritmia permanece uma das principais causas de acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, morte súbita e morbidade cardiovascular e está se tornando um dos nossos desafios de saúde mais significativos.3

afib

Batimento cardíaco irregular

A FA é caracterizada por um batimento cardíaco irregular e com frequência rápida, que resulta em uma contração descoordenada das 2 câmaras superiores do coração (ou seja, átrios).4

Ela ocorre quando existe uma falha na atividade elétrica do coração, o que faz com que o coração bata de modo irregular e descoordenado.5,6,7

O nodo sinoatrial, também conhecido como ‘nodo sinusal’, transmite sinais elétricos regulares entre os átrios e os ventrículos por meio do nodo atrioventricular, o que permite que o coração contraia regularmente.

O nodo sinusal controla a velocidade na qual o coração bate e pode alterar a frequência cardíaca, dependendo das exigências do corpo.5,6,7

Entre os indivíduos com FA, o sinal elétrico regular ‘normal’ do nodo sinusal deixa de ser transmitido adequadamente. Em vez de apenas o nodo sinoatrial realizar os disparos, outras partes dos átrios começam a enviar sinais elétricos. Entretanto, esses sinais não são tão regulares ou tão coordenados quanto os sinais do nodo sinoatrial, o que faz com que os átrios não contraiam adequadamente, levando ao batimento irregular dos ventrículos. Dependendo de quantos impulsos elétricos alcançam os ventrículos, o batimento cardíaco pode ser lento ou rápido, mas tende a ser muito rápido na FA.

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Ritmo cardíaco anormal

Em um indivíduo hígido, o nodo sinoatrial gera aproximadamente 60 a 100 batimentos por minuto quando em repouso.3,8 Em um paciente com FA em repouso, os átrios geram aproximadamente 600 impulsos por minuto, resultando em 80 a 120 batimentos por minuto.5,6,7

atrial fibrillation heart

Referências

1. Global Burden of Disease Collaborative Network (2016) Global Burden of Disease Study 2016 (GBD 2016) Results. Seattle, United States: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), 2017. Accessed 2018-04-20. Available from http://ghdx.healthdata.org/gbd-results-tool. 
2. Iaizzo PA (2015). Handbook of Cardiac Anatomy, Physiology, and DeviceS. Springer Science+Business Media, LLC: Switzerland.
3. Waktare JEP (2002) Atrial Fibrillation. Circulation ; 106:14–16.
4. Odutayo A, Wong CX, Hsiao AJ, Hopewell S, Altman DG et al. (2016) Atrial fibrillation and risks of cardiovascular disease, renal disease, and death: systematic review and meta-analysis. Bmj 354 i4482.
5. Lloyd-Jones DM, Wang TJ, Leip EP, Larson MG, Levy D et al. (2004) Lifetime risk for development of atrial fibrillation: the Framingham Heart Study. Circulation 110 (9): 1042-1046.
6. Kirchhof P, Benussi S, Kotecha D, Ahlsson A, Atar D et al. (2016) 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J 37 (38): 2893-2962. 
7. Nieuwlaat R, Prins MH, Le Heuzey JY, Vardas PE, Aliot E et al. (2008) Prognosis, disease progression, and treatment of atrial fibrillation patients during 1 year: follow-up of the Euro Heart Survey on atrial fibrillation. Eur Heart J 29 (9): 1181-1189. 
8. de Vos CB, Pisters R, Nieuwlaat R, Prins MH, Tieleman RG et al. (2010) Progression from paroxysmal to persistent atrial fibrillation clinical correlates and prognosis. J Am Coll Cardiol 55 (8): 725-731. 
9. Schnabel R, Pecen L, Engler D, Lucerna M, Sellal JM et al. (2018) Atrial fibrillation patterns are associated with arrhythmia progression and clinical outcomes. Heart.Oct;104(19):1608-1614​.
10. Calkins H, Hindricks G, Cappato R, Kim YH, Saad EB et al. (2017) 2017 HRS/EHRA/ECAS/APHRS/SOLAECE expert consensus statement on catheter and surgical ablation of atrial fibrillation. Heart Rhythm 14 (10): e275-e444.

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